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Bolsonaro veta transição de militares para governo Lula

Bolsonaro veta transição de militares para governo Lula


Foto: Agência Brasil
Bolsonaro proibiu comandantes das Forças Armadas de tratarem sobre transição com equipe de Lula
Sem diálogo, governo de transição busca alternativas para preparar equipe de Defesa
Se decisão persistir, Alckmin terá que convocar publicamente ministro da Defesa

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) proibiu os comandantes militares de tratarem com o governo de transição sobre os novos nomes para substituí-los.

Segundo apuração do jornalista Tales Faria, do portal UOL, aliados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), receberam essa informação ao buscarem negociação com os atuais comandantes da Marinha, Aeronáutica e Exército.

Essa falta de interlocução seria o motivo de, até agora, não terem sido anunciados os integrantes do subgrupo de Defesa.

A determinação estaria causando constrangimento já que os militares não querem afrontar uma ordem direta do presidente em exercício, mas também entendem que é necessário iniciar o processo de transição para o novo governo.

Permanecendo o impasse, petistas estariam estudando a possibilidade de que o vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição, Geraldo Alckmin (PSB) convoque publicamente o ministro da Defesa para uma conversa.

Pedido de afastamento

Nessa terça-feira (16), O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes deu o prazo de cinco dias para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido de afastamento do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira. O pedido foi protocolado pelo deputado federal Marcelo Calero (PSD-RJ) na ação sobre milícias digitais.

No documento entregue ao STF, Calero alega manifestações feitas pelo ministro que põem em dúvida o processo eleitoral brasileiro.

Um grupo de advogados também acionou o STF com um pedido de impeachment contra o ministro por suposto crime de responsabilidade. Na ação, pedem para que o general seja imediatamente afastado e que seja feita busca e apreensão no gabinete e na residência dele. A ideia é provar que Paulo Sérgio teve participação nas "tratativas entre o referido Ministério e as Forças Armadas na prática de atos atentatórios à democracia brasileira".

Por: Redação/Yahoo